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Igreja Matriz de Santa Margarida da Coutada

A Igreja de Santa Margarida da Coutada localiza-se num ponto alto da colina, de onde se avista o Tejo e a grandiosidade e beleza dos campos outrora cultivados na sua totalidade. Em tempos, também era comum a presença nesses campos de diferentes tipos de gados: vacas, ovelhas e porcos.
 
Este espaço de culto religioso, concebido para servir uma população maioritariamente rural, prima pela sobriedade e simplicidade. “Na pedra, sobre a porta da fachada, está inscrita a data de 1678 em que provavelmente terá ficado concluída. Por cima, um janelão, que dá luz ao coro alto, e mais acima ainda uma cruz, desenhada num quadrado de pedra, de artística concepção, datada de 1872, altura em que se terão realizado obras de conservação. E porque olhamos as datas, atentemos no cunhal, ao nosso lado direito, onde um relógio de sol, de assinalável beleza, diz as horas que são ao povo desde 1747. É muito semelhante ao da matriz de Constância, datado de apenas um ano antes e provavelmente obra do mesmo autor que bem pode ter sido italiano João António de Pádua. Do lado oposto, a torre sineira contribui para dar equilíbrio e sobriedade ao edifício.
 
Teve este templo, agora nos últimos anos, duas indesejáveis visitas que bastante o prejudicaram. Uma foi a do fogo que, vindo da floresta, lhe entrou na sacristia e chegou à capela-mor, causando bastantes danos, outra foi a dos ladrões que nem os santos respeitam e lhe furtaram dos altares algumas das melhores imagens.
 
Foi na sequência do fogo, ocorrido no Verão de 1987, que se fizeram as últimas obras no interior da igreja, recuperando o que era possível, incluindo uma pintura mais antiga, que então se descobriu na capela-mor, semelhante às dos quatro altares laterais, sendo todas avivadas.
 
Do assalto de 1996 resultou o desaparecimento das imagens de Nossa Senhora do Rosário, trabalho em madeira do século XVIII de uma encantadora expressão, e de Santa Luzia, em pedra, do século XVI, muito da devoção de quem padece de males da vista. O lugar da primeira, na capela-mor, ladeando a padroeira Santa Margarida, juntamente com S. Miguel Arcanjo, lá está, vazio. O da Segunda foi ocupado por outra imagem, de reduzido valor, para não atrair a cobiça dos ladrões. Pelas mesmas razões de segurança foram retiradas da igreja as imagens mais valiosas que possui e que facilmente se transportam: as Santas Mães, um extraordinário grupo de pedra do século XV representando Santa Ana, Nossa Senhora e o Menino; a Virgem Coroada, também em pedra, do século XVI; S. Brás, da mesma época e igualmente em pedra e ainda uma Senhora da Conceição em madeira, do século XVIII. É de facto impressionante a colecção escultórico desta modesta igreja rural e é muito de lamentar que não possam as imagens estar expostas onde deviam para que os devotos as pudessem venerar e os visitantes as pudessem apreciar. No seu lugar, num dos alterares laterais, continua a Santíssima Trindade, uma imponente e pesadíssima imagem em pedra do século XVI, de grande valor artístico.
 
Do interior do templo, que é bastante espaçoso, merece ainda menção o púlpito que tem na base a data de 1878, provavelmente o ano em que foi restaurado e pintado.
 
Ao lado da igreja fica o cemitério que a Câmara Municipal mandou construir em 1864, em terrenos cedidos pela Paróquia e com o contributo de donativos da população.
 
No adro, a majestosa presença de dois freixos, um dos quais seguramente secular, a que o povo chama o freixo da Santa, uma referência que muito contribui para reforçara dignidade do local. E, lá em baixo, o campo e o Tejo, do tamanho do nosso olhar.”


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